domingo, 11 de novembro de 2007

Cosmos - Boa Dica da Suíça

Você gosta de Pink Floyd? Se importa de ouvir um grupo que fazia covers do Pink Floyd e que evoluiu caminhando pelas próprias pernas? Bem, então pode degustar sem demora o cd "Skygarden" do suíço Cosmos, gravado em 2006.

Todo o referencial é calcado no som espacial, melódico e generosamente 'redondo' dos gênios ingleses. Mas, vejam só, o Cosmos é também autêntico e original. A sonoridade da banda é progressiva, sinfônica, com paredões de teclados tingidos pela guitarra gilmouriana, acompanhados de competentes baixo e bateria, somando-se os vocais masculinos e femininos cantados simultaneamente gerando uma atmosfera meio folk.

A produção é requintada: capa e arte gráfica belíssimas e impecável gravação das 12 faixas.

www.cosmos-theband.com

sábado, 6 de outubro de 2007

Infront - Banda de jazz-rock progressivo da Rússia

Olá gente,

Após meses de ausência, voltamos falando deste excelente grupo russo, que lançou o cd "Worldless" em 2006. Composto de 02 guitarristas, 01 baixista, 01 tecladista e 01 baterista, a banda trilha pelas fronteiras entre o jazz-rock e o rock progressivo. "Worldless" é um álbum muito bem gravado, elegante, lembrando um pouco bandas como The Dixie Dreggs e Brand X, com um som mais encorpado e pesado. Há também algo do Liquid Tension Experiment e do Parallaxe em suas composições, 08 no total (quase 50 minutos de música).

A obra prima pela coesão entre os músicos, adicionando-se competência, inspiração e melodia, ingredientes básicos para a alquimia sônica que nos agrada a cada audição de suas faixas.
Enfim, um disco que merece uma atenção especial ...

Os caras informam que pode ser adquirido em www.infront.ru

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Contato

Eis o meu email para contatos: garudaprog@gmail.com

New Trolls de volta !!!

New Trolls – Cd “Concerto Grosso, The Seven Seasons” (Itália, 2007)

Surpreendente ! No mínimo. Depois de anos fora do circuito discográfico, eis que o New Trolls lança um petardo de altíssimo nível, com excelentes composições, em impecável gravação. Reduzido a um duo (Vittorio De Scalzi / vocais, piano, guitarra clássica e flauta transversa; e Nico Di Palo / vocais e teclados), mas contando com a participação de inúmeros músicos, alguns ilustres conhecidos de bandas setentistas italianas (Alfio Vitanza / bateria e vocais; Andrea Maddalone /guitarras e vocais; Mauro Sposito / guitarras e vocais e Francesco Bellia / baixo e vocais), a banda é suportada também por uma pequena orquestra sinfônica. O destaque especial fica por conta da belíssima flauta jethtotulliana de De Scalzi, sempre presente e acentuando muitas das 14 faixas. Vitanza marca sua presença inconfundível na condução das baquetas, ao estilo do Latte e Miele de 30 anos atrás, mas realçada pela tecnologia atual. Uma bateria macia, gostosa, bem marcada e com pratos maravilhosamente audíveis !
A obra sobra em melodia nos vocais melancólicos (inclusive com a participação de uma soprano na música “One Magic Night”) que, com as atmosferas vivas criadas pelas violas, violinos, cellos, pianos e oboé, adicionado-se guitarras elétricas, violões, baixo e bateria, se transforma em um verdadeiro caldeirão sônico, mescla do melhor rock progressivo sinfônico e da música erudita contemporânea.
Desde que tive acesso ao cd há 01 semana simplesmente não paro de ouvi-lo, com ao menos 02 audições completas por dia.
Sério candidato a melhor disco de rock progressivo de 2007 !!!

quarta-feira, 11 de julho de 2007

O Nexus e a música sem limites ...

Nexus – Cd “Buenos Aires Free Experience” (Argentina, 2007)

Cara, se você ainda não experimentou o Nexus, não sabe o que está perdendo. Aproveite para adquirir toda a discografia deste grupo argentino, talvez o melhor do Novo Continente na atualidade. É um conjunto de discos, todos excelentes explorando o rock sinfônico ‘cavernoso’, cheio de climas criados principalmente pelos variados teclados nas mãos do exímio Lalo Huber. Os dois discos iniciais mais um ao vivo (“Detras Del Umbral” de 1999; “Metanoia” de 2001 e “Live At Nearfest 2000” lançado em 2002) contam com os vocais cristalinos de Mariela Gonzalez. O time atual é composto pelo Lalo e mais Carlos Lucena (guitarras e vocais), Luis Nakamura (bateria) e Daniel Ianniruberto (baixo, teclados e vocais de apoio). O cd “Perpetuum Karma” de 2006 traz a história da ascensão contínua da humanidade através dos tempos em formato de opera-rock quase que totalmente instrumental. Um deleite total para nossas mentes ...
Por último, o Nexus nos presenteia trazendo à tona a obra “Buenos Aires Free Experience” gravada ao vivo no começo do ano na capital argentina. Como eles nos informam, são peças longas, cheias de improviso e solos de teclados e de guitarras, ancoradas também nas competentíssimas performances de Daniel e Luis. A rapaziada acredita na livre criação, na improvisação sem as limitações impostas pelo mercado fonográfico.
Pessoal, este cd é sensacional, com o melhor do rock progressivo sinfônico contemporâneo. Os vôos de Lalo nos remetem ao E,L&P e Triunvirat, mas há um pouco de Nektar e Deep Purple, fontes inesgotáveis de rejuvenescimento musical.
O Nexus nos leva a imaginar que a perfeição existe. O som sempre cai bem, redondo, macio, viajante e saboroso.
Longa vida para Los Hermanos argentinos ...

http://www.nexusarea.com.ar/

Osmane P. Ribeiro

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Não deixe de ler ...

No momento atual, onde todos estamos preocupados com o legado que deixaremos para nossos filhos e netos, época de grandes agressões ao ambiente do qual dependemos para viver, consideramos indispensável a leitura do último livro do conceituado cientista inglês James Lovelock ("A Vingança de Gaia", Editora Intrínseca, 2006).
Sabiamente Gaia, o nosso planeta vivo, está reagindo aos impactos provocados pelo ser humano, ironicamente dotado de 'inteligência' e principal responsável pelo seu estado de saúde atual.
Cientista altamente experiente, Lovelock coloca a sociedade moderna em questionamento. Tanto os utilitaristas que vêem a natureza como fonte de matérias-primas e lugar de descarte de rejeitos e de produtos ditos ultrapassados, como os humanistas com suas roupagens 'verdes', têm contribuído para que a situação se agrave mundo afora.
O conceito de desenvolvimento sustentável adotado como padrão global representa o esforço contínuo para equilibrar e integrar os pilares do bem-estar social, da prosperidade econômica e da proteção ambiental em benefício das gerações atual e futura.
Lovelock afirma cientificamente que esta concepção de pensamento reinante produz mais poluição e desiguladade social, e que será necessária uma retirada sustentável.
Ou então Gaia cuidará de si mesmo sozinha e seremos nós, espécie humana, não mais bem-vinda ...

terça-feira, 3 de julho de 2007

Um Pouco de Jazz-Rock ...

Lucas Pickford - Cd "Blown Fuse" (EUA, 2002)

Lucas Pickford e Steve Hunt gravaram o disco de fusion "Blown Fuse" em 2002. Lucas é um baixista influenciado pelo gênio Jaco Pastorius. Tive a oportunidade de assistir o Weather Report em 1980 no Rio Jazz Monterrey Festival (Maracanazinho) e vi que o homem tocava demais, apesar de ter ficado todo o show de costas para a platéia. Foi o melhor show que assisti até hoje. Em dado momento, o Jaco deixou o baixo no piso entoando uma nota grave infinitamente enquanto tomava refrigerante na lateral do palco.
Voltando ao cd, é excelente, com solos de baixo e teclados (a cargo de Steve Hunt). Steve já é um veterano e tem atuado no grupo The Mahavishnu Project. Adoro o minimoog e o piano elétrico Fender Rhodes, ambos muito bem tocados pelo Steve, com leves pitadas do Chick Corea (fases Return to Forever e Elektric Band) e do Herbie Hancock. A guitarra aparece em algumas faixas, assinada por de Tim Miller. Em todas as faixas temos a bateria de Charles Haymas.
O disco é mais um daqueles não relacionados, esquecidos pela mídia ...

Meu Perfil

Olá moçada,

Comunico que a seção "Quem Sou Eu" foi atualizada.

domingo, 1 de julho de 2007

Arturo Stàlteri – Cd “Child Of The Moon – Dieci Notturni e un’ Alba” (Itália, 2007)

Belo disco de 2007 ....

Arturo Stàlteri foi o tecladista da progressiva banda italiana Pierrot Lunaire nos anos 70. Após a dissolução do grupo, iniciou prolífera carreira solo, lançando obras instrumentais e monumentais com ênfase no piano. Há releituras de discos de Brian Eno e composições solo sobre o tema “Senhor dos Anéis”, sempre acompanhado de poucos músicos (violoncelo, violino, flautas e hurdy-gurdy).
Neste seu novo trabalho, apenas executado com pianoforte, o músico italiano viaja pela música instrumental altamente melódica, densa e complexa, diferindo bastante daquilo que se convencionou denominar ‘new age music’ e música minimalista. A audição deste cd garante o que podemos chamar de música-progressiva-de-um-só-instrumento. Dividido em 10 peças (09 ‘notturnos’ e 01 ‘alba’), o cd vale pela inventividade e pela execução melódica das faixas.
A arte gráfica é explêndida, trazendo imagens de montanhas rochosas em ambiente crepuscular, com uma bela lua ao fundo (ou seria um outro satélite natural de um sistema planetário distante?)
Edição do selo italiano Felmay (2007).

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Area - Uma Fantástica Banda Italiana

Hoje é dia de falarmos um pouco do Area ...

Area. Nome pequeno para uma grande banda! Grande em qualidade musical e na disposição de sempre avançar indo além dos limites impostos pela comercialização, tudo em nome da criatividade, do experimentalismo e da inventividade. Liderada pelo insano vocalista egípicio Demetrio Stratos (falecido em 1979), o grupo se concentrou na fórmula do jazz-rock progressivo, caminho também trilhado com maestris pelos não menos importantes ítalos Etna, Perigeo, Arti & Mestieri e Agorà. Seus discos, lançados entre 1973 e 1982, já editados em cds (Cramps Records), esbanjavam tanta energia e originalidade ao ponto de Demetrio ser convidado a trabalhar em um importante instituto italiano voltado para o estudo da voz, experiência hoje disseminada em quase todo mundo moderno, com resultados práticos no campo da medicina terapêutica específica e da lingüística.
Indicado para quem gosta do estilo e também para aqueles que desejam matar a curiosidade e verificar como a vocalização desvinculada pode funcionar servindo de instrumento libertador dos mais recônditos sentimentos da alma humana ...
Imperdível!
Em tempo: atualmente o tecladista Patrizio Fariselli continua lançando trabalhos solos e com seu grupo.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

The String Cheese Incident - Cd "Live" (EUA -1997)

Você gosta de música norte-americana ? Rock and Roll, Blues, Jazz, Country ? É como eu, torce um pouco o nariz para o que vem das terras do Tio Sam, não só no que se refere à música, apesar da bela, amargurada e rica histórica de suas raízes ?
Pois tire a poeira da discriminação das costas e entre no universo musical do grupo The String Cheese Incident. A discografia é farta. Para começo de conversa, encomende logo o disco “Live” de 1997 (Sci Fidelity Records) e deguste do início ao fim, sem pular faixas.
Com headphones fica saborosíssimo ouvir as performances de Michael Kang (mandolim e violino elétricos) e Bill Nershi (violões) divididas em cada canal. O som extraído do mandolim lembra o da guitarra (o rock progressivo já experimentou overdoses deste instrumento nas mãos ensandecidas do Nash The Slash, líder do canadense FM, nos anos 70, lembram-se ?).
Completam o time: Keith Moseley (baixo elétrico), Michael Travis (bateria e percussão) e Kyle Hollingsworth (teclados e acordeon), todos músicos de primeira linha e altamente competentes.
Influências ? Talvez pitadas de Lynyrd Skynyrd e Allman Brothers Band e alguma coisa do Santana. Quanto ao estilo, podemos definir como fusion, ou, sei lá, jazz-rock, mas o que realmente importa é a qualidade, emotividade e sonoridade transmitida pelos amigos do Colorado.
Um grande exemplo de como as aparências enganam ...

Acesse www.stringcheeseincident.com para maiores informações.

Rogue Element - Cd "Premonition" (Inglaterra - 2004)

Antes de comentar as novidades, vamos falar um pouco de alguns cd's de anos anteriores que não podem ficar em branco. Agora é a vez do Rogue Element ...

Atenção ! Se você é mellotronmaníaco não pode deixar escapar este cd ...
Rogue Element na verdade é um duo composto pelos ingleses Jerome Ramsey e Brendan Pollard, tecladistas fantásticos que têm por modelo de referência o grupo Tangerine Dream e o som produzido pelos teclados analógicos. A preocupação com a originalidade é ressaltada no encarte do cd que assegura que tapes do Mellotron M400 com 30 anos de idade foram utilizados nestas gravações, apresentando imperfeições audíveis que não comprometem a qualidade musical como um todo.
A obra é dividida em quatro faixas com duração média de 16 minutos cada, com camadas sobrepostas de teclados a exemplo do progressivo eletrônico dos anos 70, predominando o melancólico Mellotron M400 com seus timbres de corais, violas, cello, violinos e flautas. Destaque especial para a música “Tropospheric Propagation” de 17 minutos, onde fica evidente a influência do Edgar Froese em sua fase solo de 1976-1979.
“Premonition” indica uma direção musical que não é nova no mercado, que já foi exaustivamente explorada no passado, mas creio que serve de marco para o início de novas experiências eletrônicas principalmente se houver o resgate e a valorização dos instrumentos analógicos made in the 70’s.
Boa pedida para uma audição noturna em ambiente levemente iluminado pela lua, de preferência com headphones.

SKY (Inglaterra de 1978 a 1994)

Seria totalmente injusto começar as resenhas sem falar inicialmente do Sky. E aí vai:

Não deixe de conhecer a fascinante obra do grupo inglês de rock progressivo instrumental Sky. A sua música traz uma mistura do melhor rock sinfônico recheado de inflluências clássicas com adição de discretas pitadas de jazz. Belíssimas são as capas de seus discos, onde o céu do Planeta Azul aparece em suas sutis manifestações prismáticas e multicoloridas, quase sempre com alguns elementos terrestres panorâmicos na linha do horizonte.
Os integrantes do Sky deram o ponta-pé inicial em 1978 lançando Sky I, seguindo com os discos II, III, IV, Sky Five Live, Cadmium e mais outros, avançando os estéreis anos 80 com incrível maestria. Os shows do Sky sempre foram muito concorridos em sua terra natal, a Inglaterra, cuja performance inclui a execução dos instrumentos com os comportados músicos sentados em seus banquinhos, diferentemente da balbúrdia e da agitação típicas das apresentações ao vivo que envolvem as demais bandas de rock progressivo em geral.
A propósito, o Sky teve a seguinte formação básica:
- John Willians – guitarras elétricas e violões
- Herbie Flowers – baixo
- Tristan Fry – bateria
- Kevin Peek – guitarras elétricas e violões
- Francis Monkman – teclados e guitarras elétricas

Passagens de ida e volta para a estratosfera garantidas ! Confira.
Pretendemos dar destaque também para alguns grupos obscuros de diversos países mas que produzem música de excelente qualidade, nem sempre na linha progressiva tradicional.

O nome do blog foi inspirado no grupo inglês Sky, mas também é uma homenagem ao belíssimo céu de nosso planeta vivo, Gaia, tão ameaçado e que necessita de uma retirada ou reversão sustentável, citando o cientista o inglês James Lovelock.

Resenhas de Cd's

Olá galera,

Estamos iniciando nossas atividades informando que recebemos alguns cd's recentemente lançados de grupos progressivos (Shadow Circus dos EUA e Anekdoten da Suécia) e de música instrumental (Spaltklang da Suíça e Arturo Stàlteri da Itália).
As resenhas estarão prontas para serem publicadas neste espaço em breve.

Skyprog