Hoje é dia de falarmos um pouco do Area ...
Area. Nome pequeno para uma grande banda! Grande em qualidade musical e na disposição de sempre avançar indo além dos limites impostos pela comercialização, tudo em nome da criatividade, do experimentalismo e da inventividade. Liderada pelo insano vocalista egípicio Demetrio Stratos (falecido em 1979), o grupo se concentrou na fórmula do jazz-rock progressivo, caminho também trilhado com maestris pelos não menos importantes ítalos Etna, Perigeo, Arti & Mestieri e Agorà. Seus discos, lançados entre 1973 e 1982, já editados em cds (Cramps Records), esbanjavam tanta energia e originalidade ao ponto de Demetrio ser convidado a trabalhar em um importante instituto italiano voltado para o estudo da voz, experiência hoje disseminada em quase todo mundo moderno, com resultados práticos no campo da medicina terapêutica específica e da lingüística.
Indicado para quem gosta do estilo e também para aqueles que desejam matar a curiosidade e verificar como a vocalização desvinculada pode funcionar servindo de instrumento libertador dos mais recônditos sentimentos da alma humana ...
Imperdível!
Em tempo: atualmente o tecladista Patrizio Fariselli continua lançando trabalhos solos e com seu grupo.
Rock Progressivo, Literatura e Cinema. Estamos ampliando o espectro de atuação do nosso blog, antes restrito apenas aos temas musicais.
quinta-feira, 28 de junho de 2007
quarta-feira, 27 de junho de 2007
The String Cheese Incident - Cd "Live" (EUA -1997)
Você gosta de música norte-americana ? Rock and Roll, Blues, Jazz, Country ? É como eu, torce um pouco o nariz para o que vem das terras do Tio Sam, não só no que se refere à música, apesar da bela, amargurada e rica histórica de suas raízes ?
Pois tire a poeira da discriminação das costas e entre no universo musical do grupo The String Cheese Incident. A discografia é farta. Para começo de conversa, encomende logo o disco “Live” de 1997 (Sci Fidelity Records) e deguste do início ao fim, sem pular faixas.
Com headphones fica saborosíssimo ouvir as performances de Michael Kang (mandolim e violino elétricos) e Bill Nershi (violões) divididas em cada canal. O som extraído do mandolim lembra o da guitarra (o rock progressivo já experimentou overdoses deste instrumento nas mãos ensandecidas do Nash The Slash, líder do canadense FM, nos anos 70, lembram-se ?).
Completam o time: Keith Moseley (baixo elétrico), Michael Travis (bateria e percussão) e Kyle Hollingsworth (teclados e acordeon), todos músicos de primeira linha e altamente competentes.
Influências ? Talvez pitadas de Lynyrd Skynyrd e Allman Brothers Band e alguma coisa do Santana. Quanto ao estilo, podemos definir como fusion, ou, sei lá, jazz-rock, mas o que realmente importa é a qualidade, emotividade e sonoridade transmitida pelos amigos do Colorado.
Um grande exemplo de como as aparências enganam ...
Acesse www.stringcheeseincident.com para maiores informações.
Pois tire a poeira da discriminação das costas e entre no universo musical do grupo The String Cheese Incident. A discografia é farta. Para começo de conversa, encomende logo o disco “Live” de 1997 (Sci Fidelity Records) e deguste do início ao fim, sem pular faixas.
Com headphones fica saborosíssimo ouvir as performances de Michael Kang (mandolim e violino elétricos) e Bill Nershi (violões) divididas em cada canal. O som extraído do mandolim lembra o da guitarra (o rock progressivo já experimentou overdoses deste instrumento nas mãos ensandecidas do Nash The Slash, líder do canadense FM, nos anos 70, lembram-se ?).
Completam o time: Keith Moseley (baixo elétrico), Michael Travis (bateria e percussão) e Kyle Hollingsworth (teclados e acordeon), todos músicos de primeira linha e altamente competentes.
Influências ? Talvez pitadas de Lynyrd Skynyrd e Allman Brothers Band e alguma coisa do Santana. Quanto ao estilo, podemos definir como fusion, ou, sei lá, jazz-rock, mas o que realmente importa é a qualidade, emotividade e sonoridade transmitida pelos amigos do Colorado.
Um grande exemplo de como as aparências enganam ...
Acesse www.stringcheeseincident.com para maiores informações.
Rogue Element - Cd "Premonition" (Inglaterra - 2004)
Antes de comentar as novidades, vamos falar um pouco de alguns cd's de anos anteriores que não podem ficar em branco. Agora é a vez do Rogue Element ...
Atenção ! Se você é mellotronmaníaco não pode deixar escapar este cd ...
Rogue Element na verdade é um duo composto pelos ingleses Jerome Ramsey e Brendan Pollard, tecladistas fantásticos que têm por modelo de referência o grupo Tangerine Dream e o som produzido pelos teclados analógicos. A preocupação com a originalidade é ressaltada no encarte do cd que assegura que tapes do Mellotron M400 com 30 anos de idade foram utilizados nestas gravações, apresentando imperfeições audíveis que não comprometem a qualidade musical como um todo.
A obra é dividida em quatro faixas com duração média de 16 minutos cada, com camadas sobrepostas de teclados a exemplo do progressivo eletrônico dos anos 70, predominando o melancólico Mellotron M400 com seus timbres de corais, violas, cello, violinos e flautas. Destaque especial para a música “Tropospheric Propagation” de 17 minutos, onde fica evidente a influência do Edgar Froese em sua fase solo de 1976-1979.
“Premonition” indica uma direção musical que não é nova no mercado, que já foi exaustivamente explorada no passado, mas creio que serve de marco para o início de novas experiências eletrônicas principalmente se houver o resgate e a valorização dos instrumentos analógicos made in the 70’s.
Boa pedida para uma audição noturna em ambiente levemente iluminado pela lua, de preferência com headphones.
Atenção ! Se você é mellotronmaníaco não pode deixar escapar este cd ...
Rogue Element na verdade é um duo composto pelos ingleses Jerome Ramsey e Brendan Pollard, tecladistas fantásticos que têm por modelo de referência o grupo Tangerine Dream e o som produzido pelos teclados analógicos. A preocupação com a originalidade é ressaltada no encarte do cd que assegura que tapes do Mellotron M400 com 30 anos de idade foram utilizados nestas gravações, apresentando imperfeições audíveis que não comprometem a qualidade musical como um todo.
A obra é dividida em quatro faixas com duração média de 16 minutos cada, com camadas sobrepostas de teclados a exemplo do progressivo eletrônico dos anos 70, predominando o melancólico Mellotron M400 com seus timbres de corais, violas, cello, violinos e flautas. Destaque especial para a música “Tropospheric Propagation” de 17 minutos, onde fica evidente a influência do Edgar Froese em sua fase solo de 1976-1979.
“Premonition” indica uma direção musical que não é nova no mercado, que já foi exaustivamente explorada no passado, mas creio que serve de marco para o início de novas experiências eletrônicas principalmente se houver o resgate e a valorização dos instrumentos analógicos made in the 70’s.
Boa pedida para uma audição noturna em ambiente levemente iluminado pela lua, de preferência com headphones.
SKY (Inglaterra de 1978 a 1994)
Seria totalmente injusto começar as resenhas sem falar inicialmente do Sky. E aí vai:
Não deixe de conhecer a fascinante obra do grupo inglês de rock progressivo instrumental Sky. A sua música traz uma mistura do melhor rock sinfônico recheado de inflluências clássicas com adição de discretas pitadas de jazz. Belíssimas são as capas de seus discos, onde o céu do Planeta Azul aparece em suas sutis manifestações prismáticas e multicoloridas, quase sempre com alguns elementos terrestres panorâmicos na linha do horizonte.
Os integrantes do Sky deram o ponta-pé inicial em 1978 lançando Sky I, seguindo com os discos II, III, IV, Sky Five Live, Cadmium e mais outros, avançando os estéreis anos 80 com incrível maestria. Os shows do Sky sempre foram muito concorridos em sua terra natal, a Inglaterra, cuja performance inclui a execução dos instrumentos com os comportados músicos sentados em seus banquinhos, diferentemente da balbúrdia e da agitação típicas das apresentações ao vivo que envolvem as demais bandas de rock progressivo em geral.
A propósito, o Sky teve a seguinte formação básica:
- John Willians – guitarras elétricas e violões
- Herbie Flowers – baixo
- Tristan Fry – bateria
- Kevin Peek – guitarras elétricas e violões
- Francis Monkman – teclados e guitarras elétricas
Passagens de ida e volta para a estratosfera garantidas ! Confira.
Não deixe de conhecer a fascinante obra do grupo inglês de rock progressivo instrumental Sky. A sua música traz uma mistura do melhor rock sinfônico recheado de inflluências clássicas com adição de discretas pitadas de jazz. Belíssimas são as capas de seus discos, onde o céu do Planeta Azul aparece em suas sutis manifestações prismáticas e multicoloridas, quase sempre com alguns elementos terrestres panorâmicos na linha do horizonte.
Os integrantes do Sky deram o ponta-pé inicial em 1978 lançando Sky I, seguindo com os discos II, III, IV, Sky Five Live, Cadmium e mais outros, avançando os estéreis anos 80 com incrível maestria. Os shows do Sky sempre foram muito concorridos em sua terra natal, a Inglaterra, cuja performance inclui a execução dos instrumentos com os comportados músicos sentados em seus banquinhos, diferentemente da balbúrdia e da agitação típicas das apresentações ao vivo que envolvem as demais bandas de rock progressivo em geral.
A propósito, o Sky teve a seguinte formação básica:
- John Willians – guitarras elétricas e violões
- Herbie Flowers – baixo
- Tristan Fry – bateria
- Kevin Peek – guitarras elétricas e violões
- Francis Monkman – teclados e guitarras elétricas
Passagens de ida e volta para a estratosfera garantidas ! Confira.
Pretendemos dar destaque também para alguns grupos obscuros de diversos países mas que produzem música de excelente qualidade, nem sempre na linha progressiva tradicional.
O nome do blog foi inspirado no grupo inglês Sky, mas também é uma homenagem ao belíssimo céu de nosso planeta vivo, Gaia, tão ameaçado e que necessita de uma retirada ou reversão sustentável, citando o cientista o inglês James Lovelock.
O nome do blog foi inspirado no grupo inglês Sky, mas também é uma homenagem ao belíssimo céu de nosso planeta vivo, Gaia, tão ameaçado e que necessita de uma retirada ou reversão sustentável, citando o cientista o inglês James Lovelock.
Resenhas de Cd's
Olá galera,
Estamos iniciando nossas atividades informando que recebemos alguns cd's recentemente lançados de grupos progressivos (Shadow Circus dos EUA e Anekdoten da Suécia) e de música instrumental (Spaltklang da Suíça e Arturo Stàlteri da Itália).
As resenhas estarão prontas para serem publicadas neste espaço em breve.
Skyprog
Estamos iniciando nossas atividades informando que recebemos alguns cd's recentemente lançados de grupos progressivos (Shadow Circus dos EUA e Anekdoten da Suécia) e de música instrumental (Spaltklang da Suíça e Arturo Stàlteri da Itália).
As resenhas estarão prontas para serem publicadas neste espaço em breve.
Skyprog
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