Nexus – Cd “Buenos Aires Free Experience” (Argentina, 2007)
Cara, se você ainda não experimentou o Nexus, não sabe o que está perdendo. Aproveite para adquirir toda a discografia deste grupo argentino, talvez o melhor do Novo Continente na atualidade. É um conjunto de discos, todos excelentes explorando o rock sinfônico ‘cavernoso’, cheio de climas criados principalmente pelos variados teclados nas mãos do exímio Lalo Huber. Os dois discos iniciais mais um ao vivo (“Detras Del Umbral” de 1999; “Metanoia” de 2001 e “Live At Nearfest 2000” lançado em 2002) contam com os vocais cristalinos de Mariela Gonzalez. O time atual é composto pelo Lalo e mais Carlos Lucena (guitarras e vocais), Luis Nakamura (bateria) e Daniel Ianniruberto (baixo, teclados e vocais de apoio). O cd “Perpetuum Karma” de 2006 traz a história da ascensão contínua da humanidade através dos tempos em formato de opera-rock quase que totalmente instrumental. Um deleite total para nossas mentes ...
Por último, o Nexus nos presenteia trazendo à tona a obra “Buenos Aires Free Experience” gravada ao vivo no começo do ano na capital argentina. Como eles nos informam, são peças longas, cheias de improviso e solos de teclados e de guitarras, ancoradas também nas competentíssimas performances de Daniel e Luis. A rapaziada acredita na livre criação, na improvisação sem as limitações impostas pelo mercado fonográfico.
Pessoal, este cd é sensacional, com o melhor do rock progressivo sinfônico contemporâneo. Os vôos de Lalo nos remetem ao E,L&P e Triunvirat, mas há um pouco de Nektar e Deep Purple, fontes inesgotáveis de rejuvenescimento musical.
O Nexus nos leva a imaginar que a perfeição existe. O som sempre cai bem, redondo, macio, viajante e saboroso.
Longa vida para Los Hermanos argentinos ...
http://www.nexusarea.com.ar/
Osmane P. Ribeiro
Rock Progressivo, Literatura e Cinema. Estamos ampliando o espectro de atuação do nosso blog, antes restrito apenas aos temas musicais.
quarta-feira, 11 de julho de 2007
sexta-feira, 6 de julho de 2007
Não deixe de ler ...
No momento atual, onde todos estamos preocupados com o legado que deixaremos para nossos filhos e netos, época de grandes agressões ao ambiente do qual dependemos para viver, consideramos indispensável a leitura do último livro do conceituado cientista inglês James Lovelock ("A Vingança de Gaia", Editora Intrínseca, 2006).
Sabiamente Gaia, o nosso planeta vivo, está reagindo aos impactos provocados pelo ser humano, ironicamente dotado de 'inteligência' e principal responsável pelo seu estado de saúde atual.
Cientista altamente experiente, Lovelock coloca a sociedade moderna em questionamento. Tanto os utilitaristas que vêem a natureza como fonte de matérias-primas e lugar de descarte de rejeitos e de produtos ditos ultrapassados, como os humanistas com suas roupagens 'verdes', têm contribuído para que a situação se agrave mundo afora.
O conceito de desenvolvimento sustentável adotado como padrão global representa o esforço contínuo para equilibrar e integrar os pilares do bem-estar social, da prosperidade econômica e da proteção ambiental em benefício das gerações atual e futura.
Lovelock afirma cientificamente que esta concepção de pensamento reinante produz mais poluição e desiguladade social, e que será necessária uma retirada sustentável.
Ou então Gaia cuidará de si mesmo sozinha e seremos nós, espécie humana, não mais bem-vinda ...
Sabiamente Gaia, o nosso planeta vivo, está reagindo aos impactos provocados pelo ser humano, ironicamente dotado de 'inteligência' e principal responsável pelo seu estado de saúde atual.
Cientista altamente experiente, Lovelock coloca a sociedade moderna em questionamento. Tanto os utilitaristas que vêem a natureza como fonte de matérias-primas e lugar de descarte de rejeitos e de produtos ditos ultrapassados, como os humanistas com suas roupagens 'verdes', têm contribuído para que a situação se agrave mundo afora.
O conceito de desenvolvimento sustentável adotado como padrão global representa o esforço contínuo para equilibrar e integrar os pilares do bem-estar social, da prosperidade econômica e da proteção ambiental em benefício das gerações atual e futura.
Lovelock afirma cientificamente que esta concepção de pensamento reinante produz mais poluição e desiguladade social, e que será necessária uma retirada sustentável.
Ou então Gaia cuidará de si mesmo sozinha e seremos nós, espécie humana, não mais bem-vinda ...
terça-feira, 3 de julho de 2007
Um Pouco de Jazz-Rock ...
Lucas Pickford - Cd "Blown Fuse" (EUA, 2002)
Lucas Pickford e Steve Hunt gravaram o disco de fusion "Blown Fuse" em 2002. Lucas é um baixista influenciado pelo gênio Jaco Pastorius. Tive a oportunidade de assistir o Weather Report em 1980 no Rio Jazz Monterrey Festival (Maracanazinho) e vi que o homem tocava demais, apesar de ter ficado todo o show de costas para a platéia. Foi o melhor show que assisti até hoje. Em dado momento, o Jaco deixou o baixo no piso entoando uma nota grave infinitamente enquanto tomava refrigerante na lateral do palco.
Voltando ao cd, é excelente, com solos de baixo e teclados (a cargo de Steve Hunt). Steve já é um veterano e tem atuado no grupo The Mahavishnu Project. Adoro o minimoog e o piano elétrico Fender Rhodes, ambos muito bem tocados pelo Steve, com leves pitadas do Chick Corea (fases Return to Forever e Elektric Band) e do Herbie Hancock. A guitarra aparece em algumas faixas, assinada por de Tim Miller. Em todas as faixas temos a bateria de Charles Haymas.
O disco é mais um daqueles não relacionados, esquecidos pela mídia ...
Lucas Pickford e Steve Hunt gravaram o disco de fusion "Blown Fuse" em 2002. Lucas é um baixista influenciado pelo gênio Jaco Pastorius. Tive a oportunidade de assistir o Weather Report em 1980 no Rio Jazz Monterrey Festival (Maracanazinho) e vi que o homem tocava demais, apesar de ter ficado todo o show de costas para a platéia. Foi o melhor show que assisti até hoje. Em dado momento, o Jaco deixou o baixo no piso entoando uma nota grave infinitamente enquanto tomava refrigerante na lateral do palco.
Voltando ao cd, é excelente, com solos de baixo e teclados (a cargo de Steve Hunt). Steve já é um veterano e tem atuado no grupo The Mahavishnu Project. Adoro o minimoog e o piano elétrico Fender Rhodes, ambos muito bem tocados pelo Steve, com leves pitadas do Chick Corea (fases Return to Forever e Elektric Band) e do Herbie Hancock. A guitarra aparece em algumas faixas, assinada por de Tim Miller. Em todas as faixas temos a bateria de Charles Haymas.
O disco é mais um daqueles não relacionados, esquecidos pela mídia ...
domingo, 1 de julho de 2007
Arturo Stàlteri – Cd “Child Of The Moon – Dieci Notturni e un’ Alba” (Itália, 2007)
Belo disco de 2007 ....
Arturo Stàlteri foi o tecladista da progressiva banda italiana Pierrot Lunaire nos anos 70. Após a dissolução do grupo, iniciou prolífera carreira solo, lançando obras instrumentais e monumentais com ênfase no piano. Há releituras de discos de Brian Eno e composições solo sobre o tema “Senhor dos Anéis”, sempre acompanhado de poucos músicos (violoncelo, violino, flautas e hurdy-gurdy).
Neste seu novo trabalho, apenas executado com pianoforte, o músico italiano viaja pela música instrumental altamente melódica, densa e complexa, diferindo bastante daquilo que se convencionou denominar ‘new age music’ e música minimalista. A audição deste cd garante o que podemos chamar de música-progressiva-de-um-só-instrumento. Dividido em 10 peças (09 ‘notturnos’ e 01 ‘alba’), o cd vale pela inventividade e pela execução melódica das faixas.
A arte gráfica é explêndida, trazendo imagens de montanhas rochosas em ambiente crepuscular, com uma bela lua ao fundo (ou seria um outro satélite natural de um sistema planetário distante?)
Edição do selo italiano Felmay (2007).
Arturo Stàlteri foi o tecladista da progressiva banda italiana Pierrot Lunaire nos anos 70. Após a dissolução do grupo, iniciou prolífera carreira solo, lançando obras instrumentais e monumentais com ênfase no piano. Há releituras de discos de Brian Eno e composições solo sobre o tema “Senhor dos Anéis”, sempre acompanhado de poucos músicos (violoncelo, violino, flautas e hurdy-gurdy).
Neste seu novo trabalho, apenas executado com pianoforte, o músico italiano viaja pela música instrumental altamente melódica, densa e complexa, diferindo bastante daquilo que se convencionou denominar ‘new age music’ e música minimalista. A audição deste cd garante o que podemos chamar de música-progressiva-de-um-só-instrumento. Dividido em 10 peças (09 ‘notturnos’ e 01 ‘alba’), o cd vale pela inventividade e pela execução melódica das faixas.
A arte gráfica é explêndida, trazendo imagens de montanhas rochosas em ambiente crepuscular, com uma bela lua ao fundo (ou seria um outro satélite natural de um sistema planetário distante?)
Edição do selo italiano Felmay (2007).
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