Minas Gerais:
Minha Minas Gerais querida, onde aprendi a ser delicado e ponderado, a ser anônimo e silencioso, onde vi e vivi o mundo dos sábios entre calangos, tucanos, buritis e sucupiras. Onde aprendi a trabalhar e a colocar em casa a comida para minha família. Aprendi a dizer não falando sim, a ouvir mais do que falar, a esperar, andar devagar do que se apressar. Nas terras mineiras, altas e luminosas, ensolaradas e chuvosas, corri para o campo, morei pouco em cidades. Me aproximei do céu, vi e aprendi as constelações , domestiquei e criei abelhas que produziram mel. Andei em balsas nos rios e em carros por estradas esquecidas onde tinha como companhia eu próprio e a natureza esplêndida.
Fiz amigos, amigas , gente simples e também com dinheiro que, como é tradição do povo mineiro, nao demonstram seus dotes, livres da arrogância. Bebi sua água, tomei suas bebidas, comi seus alimentos e pratos típicos. Puxei gente que se desesperou para voltar para a vida e fui amparado também. Sinto saudados dos grandes amigos e amigas como Vicente Perez, Marciano, Melquíades, João Honório, Lurdinha, Geralda e muitos que não me lembro mais do nome.
Nos sertões mineiros, repleto de veredas em meio ao cerrado, com suas cachoeiras sem fim, junto do seu povo, eu aprendi que viver é mais fácil do que se pensa.
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